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(1) Realiza a seguinte formalizacao destas proposicoes compostas da linguagem natural em logica de proposicoes:
[1] Chove e esta frio.
p ∧ q
[2] Nao chove e esta frio.
¬p ∧ q
[3] Chove ou esta frio.
p ∨ q
[4] Ou bem, chove, ou bem, esta frio.
(p ∨ q) ∧ ¬(p ∧ q)
[5] Chove e esta frio, ou neva.
(p ∧ q) ∨ r
[6] Nao e verdade que chova e faca frio.
¬(p ∧ q)
[7] Nao e verdade que nao chova e nao faca frio.
¬(¬p ∧ ¬q)
[8] Se chove, esta frio.
p → q
[9] Se chove, entao se esta frio, nevara.
p → (q → r)
[10] Nao e verdade que se chove e neva ou esta frio, tenha que estar frio.
¬[(p ∧ r) ∨ q → q]
(2) Realiza a formalizacao destas proposicoes compostas da linguagem natural em logica de proposicoes:
[11] E loiro e tem os olhos azuis ou e alto.
(p ∧ q) ∨ r
[12] Nao e verdade que seja loiro e tenha olhos azuis.
¬(p ∧ q)
[13] Nao e loiro e nao tem os olhos azuis.
¬p ∧ ¬q
[14] Quando chove a terra molha-se.
p → q
[15] Se o cao voltar a ladrar, mordo-o.
p → q
[16] Continua a agitar o copo e a agua derramara.
p → q
[17] Come e cala.
p ∧ q
[18] Havia pedacos de metal, jornais, restos de comida.
p ∧ q ∧ r
[19] A lua e indiferente aos nossos versos, se nao fosse teria ido embora ha muito tempo.
p ∧ (¬p → q)
[20] Que chova nao implica que a terra se molhe.
¬(p → q)
[21] Quando chove a terra molha-se, mas nao e verdade que se molhe so quando chove.
(p → q) ∧ ¬(q → p)
[22] Se como muito, engordo. E se engordo sinto-me mal.
p → q, q → r
[23] Se estudo, da-me sono. Se me da sono, durmo. Se durmo, levanto-me nervoso por nao ter estudado. Se me levanto nervoso por nao ter estudado, entao estudo. Logo, da-me sono.
Variaveis:
p = Estudo
q = Da-me sono
r = Durmo
s = Levanto-me nervoso
Formalizacao:
p → q, q → r, r → (¬p ∧ s), (¬p ∧ s) → p ⊦ q
[24] Se o rei da Argentina e calvo, entao ha um rei da Argentina. Se o rei da Argentina nao e calvo, entao ha um rei da Argentina. Nao ha um rei da Argentina. Portanto, o rei da Argentina e calvo se e so se o rei da Argentina nao e calvo.
p → q, ¬p → q, ¬q ⊦ p ↔ ¬p
[25] Se o mal existe no mundo e nao se origina nas acoes dos seres humanos, entao Deus nao pode ou nao quer impedi-lo. O mal existe no mundo. Se Deus nao pode impedir que haja mal neste mundo, entao nao e omnipotente. Se Deus nao quer impedir a existencia do mal, entao nao e bondoso. Mas Deus e omnipotente e bondoso. Portanto, o mal que existe neste mundo tem a sua origem nas acoes do ser humano.
p ∧ ¬q → (¬r ∨ ¬s), p, ¬r → ¬t, ¬s → ¬w, t ∧ w ⊦ q
(3) Formaliza as seguintes frases hipoteticas de forma correta conforme a logica proposicional:
[26] Se queres um cao, entao deves ter tempo.
p → q
[27] So se nao levares sapatilhas, poderas entrar na discoteca.
q → ¬p
"So se" indica que a condicao e necessaria, nao suficiente.
[28] Podes vir a minha casa sempre que quiseres.
p → q
"Sempre que" equivale a "se".
[29] E suficiente tirar um 5 para entrar na universidade.
p → q
"E suficiente" indica condicao suficiente.
[30] E necessario apresentar-se ao exame para entrar na universidade.
q → p
"E necessario" indica condicao necessaria.
[31] Para ter amigos, deves ter saude, dinheiro, fama e carisma.
p → (q ∧ r ∧ s ∧ t)
[32] A menos que impecas o homicidio, o agente conseguira o seu objetivo.
¬p → q
"A menos que" equivale a "se nao".
[33] A nao ser que compres muita comida, em breve acabara.
¬p → q
"A nao ser que" equivale a "se nao".
[34] So alcançaras o sucesso, se tiveres as melhores notas.
p → q
[35] Quando passares, tudo sera maravilhoso.
p → q
[36] O Adrian e professor de logica unica e exclusivamente se tiver um titulo.
p ↔ q
"Unica e exclusivamente se" indica bicondicional.
[37] Caso gostes dos exercicios, contratarás o professor.
p → q
[38] Basta que chegue o Joao, para arruinar a festa.
p → q
"Basta que" indica condicao suficiente.
[39] E imprescindivel a companhia do Paulo para que a noite esteja completa.
q → p
"E imprescindivel" indica condicao necessaria.
[40] Quando alguem faz o que pode, nao esta obrigado a fazer mais.
p → ¬q
(4) Formaliza os seguintes argumentos com disjuncao mediante logica proposicional:
[41] Ou compras uma PlayStation ou uma Nintendo.
p ∨ q
Disjuncao inclusiva.
[42] Ou passas ou chumbas.
(p ∨ q) ∧ ¬(p ∧ q)
Disjuncao exclusiva: nao podes passar e chumbar ao mesmo tempo.
[43] Ou bem, esta solteiro, ou bem, nao esta.
p ∨ ¬p
Tautologia: principio do terceiro excluido.
[44] Procura-se alguem que tenha dominio de ingles ou alemao.
p ∨ q
Disjuncao inclusiva: pode saber ambos os idiomas.
[45] Ou bem e uma proposicao analitica ou bem uma proposicao sintetica.
(p ∨ q) ∧ ¬(p ∧ q)
Disjuncao exclusiva: uma proposicao nao pode ser ambas.
(5) Realiza a formalizacao dos seguintes argumentos com logica de predicados mediante quantificacao simples:
[46] Toda a gente e mortal. Logo ninguem e imortal.
∀xMx ⊦ ¬∃x¬Mx
[47] Os paises do terceiro mundo nao estao industrializados. Alguns paises do terceiro mundo possuem grandes riquezas. Portanto, ha paises do terceiro mundo que possuem grandes riquezas e nao estao industrializados.
∀x(Px ∧ Tx → ¬Ix), ∃x(Px ∧ Tx ∧ Gx) ⊦ ∃x(Px ∧ Tx ∧ Gx ∧ ¬Ix)
[48] Nenhum desportista que aspire a participar nas olimpiadas ingere bebidas alcoolicas. Ha desportistas que ingerem bebidas alcoolicas. Portanto, alguns desportistas nao participam nas olimpiadas.
∀x(Dx ∧ Ax → ¬Ix), ∃x(Dx ∧ Ix) ⊦ ∃x(Dx ∧ ¬Ax)
[49] Os medicos e os engenheiros sao profissionais. Os profissionais e os diretores sao respeitados. Logo, os medicos sao respeitados.
∀x(Mx ∨ Ix → Px), ∀x(Px ∨ Dx → Rx) ⊦ ∀x(Mx → Rx)
[50] Existem homens inteligentes. Logo, nao e o caso que nenhum homem seja inteligente.
∃x(Hx ∧ Ix) ⊦ ¬∀x(Hx → ¬Ix)
[51] Os filosofos e so eles sao inteligentes. Portanto, os que nao sao filosofos nao sao inteligentes.
¬∃x(¬Fx ∧ Ix) ⊦ ∀x(¬Fx → ¬Ix)
[52] Nenhum ser perfeito e imoral. Qualquer individuo que nao valorize a honestidade intelectual e imperfeito. Nenhum individuo moral que valorize a honestidade intelectual pode condenar o agnosticismo. Do que se segue que se Deus e perfeito nao pode condenar o agnosticismo.
∀x(Px → Mx), ∀x(¬Hx → ¬Px), ∀x(Mx ∧ Hx → ¬Cx) ⊦ Pd → ¬Cd
[53] As proposicoes matematicas sao necessarias. So as proposicoes sinteticas tem conteudo. Nao ha proposicoes sinteticas a priori. Toda proposicao e ou bem a priori ou bem a posteriori. Portanto, as proposicoes da matematica sao sinteticas a posteriori.
∀x(Mx → Nx), ¬∃x(¬Sx ∧ Cx), ¬∃x(Sx ∧ Ax), ∀x[Ax ∨ Bx ∧ ¬(Ax ∧ Bx)] ⊦ ∀x(Mx → Sx ∧ Bx)
[54] As proposicoes matematicas sao necessarias. As proposicoes a posteriori nao sao necessarias. As proposicoes matematicas tem conteudo. So as proposicoes que tem conteudo sao sinteticas. Portanto, as proposicoes matematicas sao sinteticas a priori.
∀x(Mx → Nx), ∀x(Bx → ¬Nx), ∀x(Mx → Cx), ¬∃x(¬Cx ∧ Sx) ⊦ ∀x(Mx → Sx ∧ Ax)
(6) Realiza a formalizacao dos seguintes argumentos com logica de predicados mediante quantificacao multipla:
[55] Se Watson pode apanhar Moriarty, Holmes pode. Holmes nao pode. Portanto, Watson tambem nao.
Awm → Ahm, ¬Ahm ⊦ ¬Awm
[56] So Holmes pode apanhar Moriarty. Holmes nao pode. Logo, ninguem pode.
∀x(Axm → Ahm), ¬Ahm ⊦ ¬∃x(Axm)
[57] Se alguem pode apanhar Moriarty, entao Holmes pode. Holmes nao pode. Logo nao existe ninguem que possa apanha-lo.
∃x(Axm) → Ahm, ¬Ahm ⊦ ¬∃x(Axm)
[58] Toda a gente esta relacionada com toda a gente. Portanto, toda a gente esta relacionada consigo mesma.
∀x∀y(Rxy) ⊦ ∀x(Rxx)
[59] Todo rapaz e mais jovem que o seu pai. O Carlos e um rapaz que nao e mais jovem que o Luis. Quem quer que esteja casado com a Maria e o pai do Carlos. Portanto, o Luis nao esta casado com a Maria.
∀x(Cx → Jxf(x)), Cc ∧ ¬Jcl, ∀x(Mxm → x = f(c)) ⊦ ¬Mlm
[60] Todo empirista admira Hume. Alguns idealistas nao estimam ninguem que admire Hume. Em consequencia, alguns idealistas nao estimam nenhum empirista.
∀x(Ex → Axh), ∃x(Ix ∧ ∀y(Ayh → ¬Exy)) ⊦ ∃x(Ix ∧ ∀y(Ey → ¬Exy))
[61] Ha um homem a quem todos os homens admiram. Portanto, ha pelo menos um homem que se admira a si mesmo.
∃x(Hx ∧ ∀y(Hy → Ayx)) ⊦ ∃x(Hx ∧ Axx)
[62] Os coroneis mandam sobre os sargentos e os sargentos sobre os soldados. Todo o que e mandado por outro recebe ordens dele. Qualquer um que manda num que por sua vez manda num terceiro, manda nesse terceiro. P e Coronel, H e Sargento e B e soldado. Portanto, B recebe ordens de P.
∀x∀y(Cx ∧ Sy → Mxy), ∀x∀y(Sx ∧ Dy → Mxy), ∀x∀y(Mxy → Ryx), ∀x∀y∀z(Mxy ∧ Myz → Mxz), Cp, Sh, Db ⊦ Rbp
[63] E um delinquente quem vende uma pistola que nao esta registada. Todas as armas que o Joao possui foram compradas por ele na loja do Luis ou na do Jose. Assim, se uma das armas do Joao e uma pistola que nao esta registada, entao, se o Joao nunca comprou nada na loja do Jose, o Luis e um delinquente.
∀x∀y(Vxy ∧ Py ∧ ¬Ry → Dx), ∀x(Ajx → Cxl ∨ Cxj) ⊦ ∃x(Ajx ∧ Px ∧ ¬Rx) → (¬∃x(Cxj) → Dl)
[64] Qualquer um que leia Freud vai interpreta-lo erroneamente a menos que tenha formacao psiquiatrica. Todo o que le Freud e o interpreta erroneamente contribui para a sua propria doenca mental. Uma pessoa imatura e incapaz de interpretar corretamente Freud. Nem todo o que le Freud e tem formacao psiquiatrica e uma pessoa madura. Portanto, ha pessoas com formacao psiquiatrica que contribuem para a sua propria doenca mental.
∀x(Lxf ∧ ¬Px → Ix), ∀x(Lxf ∧ Ix → Cx), ∀x(¬Mx → Ix), ¬∀x(Lxf ∧ Px → Mx) ⊦ ∃x(Px ∧ Cx)
(7) Realiza a formalizacao destas proposicoes compostas com logica de predicados com functores e identidade:
[65] O pai do Pedro e o Luis.
f(p) = l
Onde f(x) = "o pai de x"
[66] O pai do Pedro e arbitro de futebol.
Af(p)
Onde f(x) = "o pai de x", A = "e arbitro de futebol"
[67] A soma de dois e tres e um numero primo.
Ps(2,3)
Onde s(x,y) = "a soma de x e y", P = "e numero primo"
[68] Ha pelo menos dois numeros naturais cuja soma e igual a seis.
∃x∃y(Nx ∧ Ny ∧ x ≠ y ∧ s(x,y) = 6)
[69] Ha pelo menos dois numeros naturais tais que a sua soma consigo mesma e igual ao seu produto consigo mesmo.
∃x∃y(Nx ∧ Ny ∧ x ≠ y ∧ s(x,x) = p(x,x) ∧ s(y,y) = p(y,y))
[70] Para todo numero natural, o produto desse numero consigo mesmo e igual ao quadrado desse numero.
∀x(Nx → p(x,x) = c(x))
Onde p(x,y) = "produto de x e y", c(x) = "quadrado de x"
[71] O quadrado de tres e par.
Pc(3)
Onde c(x) = "quadrado de x", P = "e par"
[72] O produto de tres por quatro e multiplo de dois.
Mp(3,4)2
Onde M = "e multiplo de"
[73] O produto de dois por qualquer numero natural e par.
∀x(Nx → Pp(2,x))
[74] Nao e certo que o tres seja divisor do cubo de todo numero natural impar.
¬∀x(Nx ∧ Ix → D3cb(x))
Onde cb(x) = "cubo de x", D = "e divisor de", I = "e impar"
(8) Realiza a formalizacao das proposicoes compostas que aparecem a seguir com logica de predicados com functores, descritores e identidade:
[75] O cubo de dois e igual ao produto de dois por quatro.
cb(2) = p(2,4)
[76] Existem dois numeros naturais tais que o seu produto e igual a cinco.
∃x∃y(Nx ∧ Ny ∧ p(x,y) = 5)
[77] Nao existem dois numeros naturais tais que o seu produto e igual a cinco.
¬∃x∃y(Nx ∧ Ny ∧ x ≠ y ∧ p(x,y) = 5)
[78] Existe um numero natural cujo quadrado e o cubo de quatro.
∃x(Nx ∧ c(x) = cb(4))
[79] Existe um numero natural cujo cubo e divisor de qualquer numero natural impar.
∃x(Nx ∧ ∀y(Ny ∧ Iy → Dcb(x)y))
[80] O autor do Capital e Marx.
ιx(Axc) = m
Onde ι e o descritor definido
[81] O escritor da Republica e Platao.
ιx(Exr) = p
[82] O autor do Alquimista e escritor.
Eιx(Axa)
[83] O professor de logica da faculdade de ciencias de Zaragoza estudou filosofia.
Fιx(Pxlz)
Onde P = "e professor de logica em", F = "estudou filosofia"
[84] O diretor do Adrian e um excelente investigador.
Iιx(Dxa)
Onde D = "e diretor de", I = "e excelente investigador"
(9) Realiza a seguinte formalizacao das proposicoes compostas que aparecem a seguir com logica de predicados com quantificacao numerica:
[85] Ha no minimo um Deus.
∃xDx
[86] Ha no minimo dois Deuses.
∃x∃y(Dx ∧ Dy ∧ x ≠ y)
[87] Ha no maximo um Deus.
∀x∀y(Dx ∧ Dy → x = y)
Ou equivalentemente: ¬∃x∃y(Dx ∧ Dy ∧ x ≠ y)
[88] Ha no maximo dois Deuses.
∀x∀y∀z(Dx ∧ Dy ∧ Dz → x = y ∨ x = z ∨ y = z)
[89] Ha exatamente um Deus.
∃x(Dx ∧ ∀y(Dy → x = y))
Pelo menos um e no maximo um.
[90] Ha exatamente dois Deuses.
∃x∃y(Dx ∧ Dy ∧ x ≠ y ∧ ∀z(Dz → z = x ∨ z = y))
[91] Algum filosofo domestica exatamente um tigre.
∃x(Fx ∧ ∃y(Ty ∧ Dxy ∧ ∀z(Tz ∧ Dxz → z = y)))
[92] Um tigre e domesticado por exatamente um filosofo.
∃x(Tx ∧ ∃y(Fy ∧ Dyx ∧ ∀z(Fz ∧ Dzx → z = y)))
[93] Pelo menos dois juizes de linha que usam no maximo uma bandeirola.
∃x∃y(Jx ∧ Jy ∧ x ≠ y ∧ ∀z∀w(Bz ∧ Bw ∧ Uxz ∧ Uxw → z = w) ∧ ∀z∀w(Bz ∧ Bw ∧ Uyz ∧ Uyw → z = w))
[94] Exatamente dois juizes de linha usam exatamente a mesma bandeirola.
∃x∃y∃z(Jx ∧ Jy ∧ Bz ∧ x ≠ y ∧ Uxz ∧ Uyz ∧ ∀w(Jw ∧ Uwz → w = x ∨ w = y))
(10) Realiza a formalizacao dos seguintes argumentos com logica de predicados:
[95] Um extravagante professor de uma universidade fixou as suas horas de tutoria das 6 as 7 da manha, sob o seguinte raciocinio: "Os estudantes que precisem de falar comigo virao ao meu gabinete mesmo a essa hora, mas os que nao precisarem nao virao. Assim sendo, um estudante vira ao meu gabinete se e so se precisar de falar comigo."
∀x(Ex ∧ Nxa → Dxa), ∀x(Ex ∧ ¬Nxa → ¬Dxa) ⊦ ∀x(Ex → (Dxa ↔ Nxa))
[96] Quando, na sua viagem pelo pais das maravilhas, Alice se dirige ao gato, que de repente apareceu no alto de uma arvore, e lhe pergunta por uma direcao o gato diz-lhe: "Aqui estamos todos loucos: tu estas louca, eu estou louco." "Como sabes que tu estas louco?" respondeu Alice. "Para comecar -disse o gato- um cao nao esta louco. Estas de acordo?... Bem, entao -continuou o gato- um cao rosna quando esta zangado, e abana a cauda quando esta contente. Ora bem, eu rosno quando estou contente e abano a cauda quando estou zangado. Portanto, eu estou louco."
Variaveis:
Px = x e cao, Lx = x esta louco, Gx = x rosna, Mx = x abana a cauda, Ex = x esta zangado, Cx = x esta contente, g = o gato
Formalizacao:
∀x(Px → ¬Lx), ∀x(Px ∧ Ex → Gx), ∀x(Px ∧ Cx → Mx), Cg → Gg, Eg → Mg ⊦ Lg
[97] Existe uma ilha povoada exclusivamente por "cavaleiros" e "escudeiros". O unico que diferencia uns dos outros e que os primeiros dizem sempre a verdade e os segundos mentem sempre. Numa ocasiao em que tres dos habitantes -A, B, C- se encontraram no jardim, um estrangeiro que por ali passava perguntou a A "Es cavaleiro ou escudeiro?" A respondeu mas tao confusamente que nao conseguiu ouvir o que dizia. Entao o estrangeiro perguntou a B "O que disse?" e B respondeu-lhe que "A disse que e escudeiro". Mas no instante o terceiro homem C replicou: "Nao acredites em B, que esta a mentir."
Analise:
- Se A e cavaleiro, diz a verdade, por isso diria "sou cavaleiro".
- Se A e escudeiro, mente, por isso tambem diria "sou cavaleiro".
- Portanto, A disse "sou cavaleiro".
- B diz que A disse "sou escudeiro", o que e falso. Logo B e escudeiro.
- C diz que B mente, o que e verdade. Logo C e cavaleiro.
Conclusao: B e escudeiro, C e cavaleiro. Nao se pode determinar o que e A.
[98] Durante a apresentacao do sumario relativo a um importante roubo ocorrido em Londres, o inspetor Craig perguntou ao seu ajudante, o sargento McPherson: "O que faria voce com estes factos?": (1) Se A e culpado e B inocente, entao C e culpado. (2) C nunca trabalha sozinho. (3) A nunca trabalha com C. (4) Ninguem diferente de A, B, C estava implicado, e pelo menos um deles e culpado.
Formalizacao:
1. (Ca ∧ ¬Cb) → Cc
2. Cc → (Ca ∨ Cb)
3. ¬(Ca ∧ Cc)
4. Ca ∨ Cb ∨ Cc
Analise:
De (3): Se C e culpado, A e inocente.
De (2): Se C e culpado, A ou B e culpado. Com (3), B deve ser culpado.
De (1): Se A culpado e B inocente → C culpado. Com (3), isto forca: se A culpado, B culpado.
Conclusao: B e culpado. A pode ou nao ser culpado. Se A e culpado, B tambem o e.
[99] O Sr. McGregor, um comerciante londrino, telefonou para Scotland Yard para dizer que a sua loja tinha sido roubada. Detiveram-se tres suspeitos -A, B, C- para serem interrogados e estabeleceram-se os seguintes factos: (1) Cada um dos tres homens esteve na loja no dia do roubo, e mais ninguem esteve na loja. (2) Se A era culpado, entao tinha um cumplice, e so um. (3) Se B era inocente, tambem o era C. (4) Se dois e so dois sao culpados, entao A e um deles. (5) Se C e inocente, tambem o e B. A quem inculpou o inspetor Craig?
Formalizacao:
1. Todos estavam na loja, mais ninguem implicado.
2. Ca → [(Cb ∧ ¬Cc) ∨ (Cc ∧ ¬Cb)]
3. ¬Cb → ¬Cc
4. [(Ca ∧ Cb ∧ ¬Cc) ∨ (Ca ∧ ¬Cb ∧ Cc) ∨ (¬Ca ∧ Cb ∧ Cc)] → Ca
5. ¬Cc → ¬Cb
Analise:
De (3) e (5): B e inocente ↔ C e inocente. Sao ambos culpados ou ambos inocentes.
De (2): Se A e culpado, tem exatamente um cumplice. Mas B e C vao juntos.
Portanto: A e inocente. B e C sao culpados.
Conclusao: O inspetor Craig inculpou B e C.